O Mais Festivais conseguiu estar uns minutos à conversa com Ana Moura, uma das maiores fadistas da actualidade.
Com quatro álbuns editados e com vários prémios de reconhecimento, Ana Moura é, sem dúvida, uma das artistas que mais ajuda a promover a música portuguesa no Mundo. Recentemente actuou com Prince no Super Bock Super Rock 2010, no concerto mais esperado de todo o festival.
- Desde quando tem esta paixão pelo fado?
Desde muito novinha. Os meus pais cantam, o meu pai toca vários instrumentos mas nunca fez da música profissão. Eu cresci num ambiente muito musical, a ouvir eles tocar e cantar fado, entre outros géneros de música. Portanto, o meu gosto vem desde muito cedo.
- O que é que sentiu quando subiu ao palco com os Rolling Stones?
Senti-me felicíssima, é fantástico sentir que os pais do rock gostam de fado e que queriam que uma voz de fado fizesse parte do “Stones World: Rolling Stones World Music Project”. Quando fui escolhida, senti-me mesmo muito feliz, e depois o melhor foi poder partilhar o palco com eles, imensas pessoas à minha frente, uma sensação indescritível.
- Depois de uma nomeação em 2007, a recente atribuição do Globo de Ouro de Melhor Interprete Individual, foi um prémio esperado ou inesperado?
A nomeação deixou-me logo muito feliz. Não sei se foi esperado ou inesperado (risos).
- Denotasse que tem alguma pena, senão revolta, por as rádios não darem importância ao fado como aos restantes géneros musicais?
Eu acho que, existir uma lei que obrigue as rádios a fazer uma playlist onde o fado se inclua, é triste. Nós vamos mesmo aqui ao país vizinho, Espanha, e é só música espanhola a passar nas rádios! E depois basta vermos o TOP Nacional para perceber que os artistas que mais vendem são os fadistas, mesmo não passando e não tendo essa promoção nas rádios. Isto quer dizer que realmente o fado supera tudo isso, existem pessoas que procuram ouvir fado e não existe uma razão que justifique que as playlist não incluam mais fado do que aquilo que deveriam.
- Qual foi o momento mais emocionante da sua carreira?
Já são alguns (risos)… Mas realmente o facto de ter partilhado o palco com os Rolling Stones foi um deles.
- Tem alguma superstição que realiza antes de todos os concertos?
Superstição não tenho, mas existe aquele ritual de querer concentrar-me, estar uns cinco minutos sozinha e depois confirmar com os músicos se está tudo OK. É importante sentirmo-nos seguros para depois entrar em palco com toda a força!






Comentários
Grande artista, represanto portugal, por todo o mundo, um grand etrabalho, adimirado não ó por portugueses mas também por outras culturas.
Parabéns Ana
Uma das melhores artistas Portuguesas, uma das melhores fadistas do mundo. Apesar de nao ser do tipo de música que eu gosto, é claro que tenho muito gosto em que ela seja Portugesa.