Entrevista com os Klepht

Publicado em Julho th, 2010

O Mais Festivais continua a apostar em conseguir oferecer aos seus visitantes entrevistas com personalidades, grupos ou entidades que considera serem de interesse dos festivaleiros que acompanham o nosso trabalho.

Assim sendo, estivemos à conversa com os Klepht, os cinco amigos que um dia se juntaram para partilhar este talento musical que os fez recentemente lançar o segundo álbum.

  • PASSATEMPO

E falando no novo álbum “Hipocondria”, o Mais Festivais e os Klepht têm cinco discos para oferecer. Para habilitares-te a ganhar basta dizeres qual a frase que mais gostas-te da entrevista e porquê. Podes comentar esta entrevista no site, no facebook do Mais Festivais ou enviar um e-mail para maisfestivais@gmail.com

Os vencedores serão os primeiros cinco a fazê-lo!

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- O Diogo, o Filipe, o Marco, o Francisco e o Mário são amigos há muito tempo?

Tocamos juntos há mais de 10 anos. Eu (Diogo) e o Francisco conhecemos-nos à cerca de 14 anos. Começámos a tocar mais ou menos nessa altura. Quando entrámos na faculdade conhecemos o Filipe que entrou directamente para a banda. Passado pouco tempo foi o Marco e logo de seguida o Mário.  Digamos que juntos tocamos oficialmente há 10/11 anos.

- Quando começaram a pensar em formar uma banda?

A banda foi-se formando, mas a primeira vez que tocámos um original foi quando tínhamos 16 anos. Todos nós já tínhamos passado por bandas antes de termos os Klepht.

- Porquê o nome Klepht?

Na altura que começámos a levar a coisa mais a sério era necessário arranjar um nome. Não nos lembramos ao certo como é que esta palavra apareceu, mas achámos piada ao significado. Os klepht eram uma guerrilha de Gregos que no século XV se manteve independente na grécia, depois da ocupação do Império Otómano.

- Dos cinco quem é que se assume o verdadeiro porta-voz dos Klepht?

Somos os 5. Temos personalidades diferentes, como tal para arranjar um consenso é necessário discutirmos tudo em conjunto. É assim que funcionamos como banda.

- Mais de dois anos de trabalho juntos, arrependem-se em algum momento das vossas decisões profissionais?

Não, estamos nisto por um gosto que já vem de há muito tempo. Todos nós temos o nosso emprego ou o nosso trabalho, fora dos klepht. Viver da música em Portugal é complicado. Queremos sim conseguir esse objectivo, porque só assim é que é possivel uma pessoa ter uma dedicação total e fazer um trabalho mais completo. Mas vamos crescendo aos poucos, acreditamos que um dia possa acontecer.

- No vosso site oficial revelam que nunca investiram muito na imagem por quererem que as pessoas vos conhecessem através da música. Têm o sentimento de missão cumprida ou ainda há muito trabalho pela frente?

A missão do primeiro álbum está mais do que concluída. 4 singles que passaram nas rádios nacionais, dois deles que chegaram a número 1 do Top de Airplay nacional. As pessoas conhecem as músicas, o que nos falta agora, e é isso que estamos a trabalhar com este segundo álbum, é que as pessoas comecem a associar essas mesmas músicas com o nome KLEPHT e com as nossas caras. A primeira missão está cumprida, e este segundo álbum tem uma nova missão.

- O novo álbum Hipocondria teve a aceitação por parte do público que esperavam? Para quando o próximo?

O álbum ainda está muito fresco. Queremos que as pessoas realmente conheçam o álbum, e para isso é preciso tocar muito ao vivo, e é necessário lançar mais singles. Mas tudo a seu tempo. Temos noção que hoje em dia o “prazo de validade” de um álbum é de ano e meio, lançámos o Hipocondria em Maio… ainda temos muito que trabalhar neste segundo LP. Quanto ao novo não sabemos para quando, mas estamos sempre a compor novos temas, por isso pode-se dizer que sim, já estamos a trabalhar novas músicas, podem ou não fazer parte do próximo.

- O que é que vos motiva a continuar a pensar em trabalhar e a evoluir?

Sentimos que do primeiro álbum para o segundo, houve uma grande evolução da banda, e é nesse sentido que queremos continuar. Cada álbum representa uma fase da tua vida. Ainda temos muito a aprender, e ainda temos muito para dar. Queremos marcar o panorama do rock nacional, queremos que daqui a uns anos as pessoas ainda oiçam as nossas músicas.

- O que é que as pessoas ainda não conhecem dos Klepht? Há alguma faceta por desvendar?

Estamos juntos há muitos anos, uma banda é como uma relação. Temos as nossas discussões, os nossos altos e os nossos baixos, mas acima de tudo somos amigos e eu acho que isso é um trunfo nos Klepht. Cada vez que tocamos juntos as pessoas que vêm falar connosco dizem-nos que temos uma energia em palco fora do normal, e eu julgo que é por isso mesmo. A amizade traz mais prazer ao trabalho.

- Se tivessem uma bola de cristal para ver o futuro dos Klepht, o que pensam que ela vos diria?

Não queremos ver o futuro, queremos realizar o presente, a nossa vontade como dissémos é de marcar o panorama músical português, e é para isso que vamos continuar a fazer música e a tocar juntos.

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Comentários

  1. Publicado por Adelaide Gonç a Julho 7th, 2010, 09:08 [Responder]

    "Temos personalidades diferentes, como tal para arranjar um consenso é necessário discutirmos tudo em conjunto."

    Cada vez que leio uma entrevista dos Klepht há referência às diferenças de personalidade e gostos musicais e consigo, de todas as vezes, imaginá-los à 'pancada' a tentar chegar a um concenso.

  2. Publicado por Fellipe Guedes a Agosto 19th, 2010, 15:19 [Responder]

    ahah, bom ponto de vista
    estao em ascenção! grande grupo

  3. Publicado por ClaudioAndre a Agosto 19th, 2010, 15:23 [Responder]

    um grupo que tem grande talento, espero muito deles

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